“DIREITOS ADQUIRIDOS E AMPLIADOS”

Hélder Barbalho na Rádio Marajoara com o empresário Carlos e Sandrinha

Em 2000 o Nunes, presidente da FPF, tinha em mãos o projeto de interiorização do campeonato paraense.
O deputado estadual Adenauer Góes levou Antônio Carlos Nunes de Lima ao governador Almir José de Oliveira Gabriel.
Ao ver e analisar o projeto, disse que o Estado patrocinava com passagens, hospedagens e comida. “Não dou dinheiro a Remo e Paysandu porque eles vão contratar pernas-de-pau”, teria dito o governador.
A partir deste ano os “estaduais” têm sido patrocinado pelo  poder público estadual.
Em 2014, o Estado repassou a Remo e Paysandu, via FUNTELPA, R$ 1.320.000,00, divididos em duas parcelas de R$ 660.000,00 a cada uma das “locomotivas”, que receberam de duas vezes: R$ 330.000,00 e mais patrocínio de R$ 50.000,00 do BANPARÁ.
Neste domingo, 26, à noite, saberemos quem será o nosso governador: se Simão Jatene continua ou Hélder Barbalho assumirá a partir de 1º de janeiro de 2015. E o Parazão do próximo ano?
Como não ouvi em nenhum debate os candidatos tocarem no assunto (também, não foram questionados não sei se por ignorância ou omissão), é que tomei a iniciativa de questionar os candidatos sobre o tema.
Na manhã de terça-feira, 21, Hélder Barbalho esteve no programa do confrade Nonato Pereira, na 100.9, e, no gabinete do empresário Carlos Santos, conversei com Hélder Barbalho sobre o Parazão/2015.
TT – Se governador, qual a proposta para o esporte?
HB – Eu tenho um compromisso com o esporte profissional e esporte amador. É fundamental que o esporte paraense volte a ter momentos de glórias e que nos dê orgulho a nível nacional. Eu estou feliz em saber que ampliaram o número de times, e quanto mais você interioriza, mais você permite o envolvimento de cada região do Estado, portanto, eu sou um entusiasta de fazer com que haja a ampliação da participação de todas as regiões do Pará.
TT – E Remo e Paysandu?
HB – Não se pode deixar de reconhecer que Remo, Paysandu e Tuna fazem parte da Cultura do povo paraense. Remo e Paysandu, particularmente, precisam ter um olhar especial por parte do governo. Sou favorável a ampliação, mas temos que preservar os direitos de Remo e Paysandu, garantindo que os mesmos tenham apoio do governo para fazer suas estruturas e que se tornem competitivos a nível nacional; é fundamental olhar para os demais clubes, também. É fundamental compreender que o esporte faz parte da cultura do povo paraense. No meu governo o Parazão será um dos campeonatos mais importante do país.
TT – Está garantido o apoio financeiro?

HB – Garantido apoio pra Remo, Paysandu, Tuna e clubes do interior, e o governo vai apoiar os clubes que disputarem campeonatos nacionais. Portanto, nós podemos fazer isso, sim, com apoio da federação e das entidades municipais para que os nossos clubes tenham momentos de glórias.
TT – CR e PSC poderão ficar tranquilos sobre suas cotas?
HB – O meu governo será parceiro deles por compreender que o futebol faz parte da cultura paraense.
TT – insisto com as cotas de Remo e Paysandu.
HB – O meu governo será um governo de ganhos e não um governo de perdas. Os ganhos conquistados de Remo e Paysandu têm que ser preservados e ampliados e isso é um compromisso que faço com Remo e Paysandu e faço com os clubes do interior que precisam sobreviver. (Estas mesmas perguntas serão formuladas ao governador Simão Jatene)
É o que há!
P.S. Se não fosse a benevolência do patrão Carlos Santos, esta matéria não seria possível. Obriagdo, patrão.

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DEI O TRAÇO NELA, DIZ LUÍS OMAR

Luís Omar e o vice, Mauro Cézarr, inscrevendo a PRA CIMA PAPÃO

O tom concorrido da eleição bicolor para presidente foi dado na tarde de segunda-feira, 20, na sede do clube, com a presença do candidato Luís Omar Pinheiro sacramentando a inscrição da PRA CIMA PAPÃO.
Se a eleição fosse no vigésimo dia deste mês de outubro, 788 sócios remidos e 224 sócios proprietários formariam o colégio eleitoral. “Este número de sócios proprietários pode aumentar, porque o estatuto prever que até quinze (15) dias antes da eleição eles poderão quitar mensalidades e votar”, confirmou Edson Ortiz, presidente da Assembleia Geral bicolor.
O ex-presidente chegou à sede sorrindo e sendo recebido por alguns correligionários que o esperavam no “hall” do palacete alviceleste. Cumprimentou a todos, e disse que voltou a ser candidato para atender o “clamor” dos torcedores bicolores que o abordam nas ruas da cidade.
O tom sisudo da entrevista foi quebrado quando o repórter da Rádio Liberal, Agripino Furtado, indagou o que o candidato fez para “tranquilizar dona Chica”, a esposa, que não queria vê-lo candidato. “Dei o traço nela (risos). Mas, sabes como é, comprei a camisa dela e estaremos sábado em Juiz de Fora (MG) torcendo pelo nosso Papão”, garantiu.
Luís Omar é bom de papo e rende, porque não foge de perguntas “apimentadas” e é digno quando reconhece que o clube está no caminho certo “administrativamente, mas pecou no futebol”.
“O Paysandu não é só futebol, mas administrativamente o Wandick acertou, e se eu for eleito darei continuidade, contratando gestores pra sede e para a Curuzu”, revelou o candidato.
“Durante cinco anos e oito meses, Luís Omar, você administrou o Paysandu de forma pessoal, que até para definir preços de ingressos era com você, se eleito será da mesma forma?”, indagou o editor do blog.
“Chego com mais experiência e cercado de um grupo que cada um terá responsabilidade. O meu vice, o Mauro, é adimistrador de empresa e será um dos que administrará o clube”, asseverou.
Ao final, o ex-presidente se disse triste, porque não encontrou, na sede, nenhum diretor da administração Wandick.
Às presenças de Luís Omar e Ricardo Rezende, na eleição bicolor, como oposição a Maia e Serra, servirão para mostrar quem tem prestígio na paróquia Alviceleste após a eleição do dia 18 de novembro.
É o que há!

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SONHA, MINOWA, SONHA!

Henrique Custódio e Minowa ladeados por correligionários

A eleição azulina para presidente será no ginásio “Serra Freire”, dia 8 de novembro.
Diretoria remista providencia religamento da energia elétrica para o ginásio, que está sem luz havia dois anos.
A eleição remista será comandada por uma comissão nomeada pelo presidente do CONDEL, Manoel Ribeiro: Altemar Paes (juiz criminal da capital), Roberto Porto (advogado) e Carlos Gama (contador).
Com a aprovação do novo estatuto do Remo, houve desatenção do presidente do CONDEL em não convocar conselheiros para eleger a mesa diretora da Assembleia Geral. O Remo não tem o seu órgão máximo.
Mas, como não tem Assembleia Geral, cabe ao CONDEl eleger comissão para comandar a primeira eleição direta do Filho da Glória e do Triunfo.
Minowa é um sonhador. O sonho é ser presidente do Remo e vai para a sua quarta eleição. Perdeu 3.
Em entrevista no programa SHOW DE BOLA, da Rádio Marajoara, Mnowa e Henrique Custódio falaram o que ainda não revelaram a ninguém.
1 – O “33” foi comprado em nome de Henrique Custódio em casa bancária e o Remo ainda deve. Então, o ônibus “33” é do médico Henrique Custódio;
2 – Na qualidade de empresário da área de fundações, Minowa não foi convidado para fazer as fundações da área de cadeiras e camarotes do Baenão;
3 – Confirmou que ajuda o Paysandu porque é parceiro de Wlisses Sereni, diretor bicolor, em obra de construção de apartamentos para a COHAB;
4 – Não repetirá a “péssima” adminsitração no futebol;
5 – Se for eleito, tem cem (100) endinheirados para ajudar a resolver os problema financeiros de imediato do Clube do Remo;
6 – Um administrador será contratado para gerir o clube a partir da sede;
7 – De imediato será contratada empresa para auditar contas e contratos do clube;
8 – “Atravessador” não terá vez no Baenão;
9 – Um mastro, com enorme bandeira azulina, será erguido em área do carrossel;
10 – Empresa já há para tocar obras do Baenão.
No Paysandu, eleição direta serviu para quebrar paradigmas: Wandick foi eleito; no Remo há expectativa pra saber se os “cardeais” (a maioria está com Pirão) ainda darão às cartas na eleição do dia 8 de novembro.
Penso que não.
É o que há!

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POROROCA

A "pororoca" humana trazendo o Paysandu pro Mangueirão

Segundo gol bicolor: Bruno Veiga

30.510 torcedores compareceram à tarde de sábado, 18, no Mangueirão, e viram o Paysandu ganhar de 2 x 1 do “bicho-papão” Tupi-MG, que estava havia 13 jogos sem perder. Uma “pororoca” passou no Mangueirão.
Se o time do Paysandu não tem meia de referência, elenco do Tupi no ataque só tem Chico.
Taticamente, time de Léo Condé é bem armado, mas não tem finalizador.
Meio-campo trabalha a bola, não se desespera e sabe o que quer. Tem conjunto.
Estrategicamente, Mazola colocou time bicolor pra trabalhar pelas laterais com Picachu e Airton, e Douglas à frente dos zagueiros. Paysandu jogou com os “pés no chão”.
Primeiro tempo de jogo pegado no meio-campo e os goleiros não tiveram trabalho, e daí o zero a zero. Mas, o Papão, ligeiramente, foi melhor e Pablo perdeu a única jogada cristalina dos 45 minutos iniciais, pelo lado do Papão, e Everton Maradona para o Tupi.
No segundo tempo, com maior volume de jogo e saindo em velocidade, aos aos 4 minutos Picachu entra pela direita e chuta; na trajetória a bola bate no braço do lateral-esquerdo Fabrício; árbitro brasiliense Rodrigo Batista marca pênalti.
Augusto Recife cobra e marca 1 x 0, aos 5 minutos.
Aos 19 minutos Bruno Veiga fez 2 x 0, após passe de Ruan.
Léo Condé tira lateral Toledo e mete Bruno Barros. Este mudou a história do jogo: marcou aos 40 minutos o gol do Tupi.
Com a expulsão de Zé Antônio (justamente), aos 35 minutos, Tupi foi prá cima do Paysandu.
Para o jogo de sábado, 25, às 15h (horário de Belém), no “Helenio Nunes”, Paysandu não terá Zé Antônio e o experiente Augusto Recife, que recebeu o terceiro cartão amarelo.
Uma vitória de 1 x 0 para o Tupi lhe dá a classificação; 2 x 1 para o Tupi, classificação será decidida em tiros livres da marca da cal. Papão joga por empate ou vitória.
Da renda de R$ 1.019,979,00, Paysandu lucrou: R$ 826.033,20.
OPOSIÇÃO
Prá quem conhece a vaidade de Luís Omar, não é surpresa o lançamento da sua candidatura à presidência do Paysandu. Quando deixou o Papão, em dezembro de 2012, ele se meteu no Quem São Eles, que não dá IBOPE. Lembram?
Aliás, prá quem é mais chegado a dona Chica, a esposa do ex-presidente, diz que ela não concorda com o lançamento da chapa encabeçada pelo maridão.
Mas, é verdade. Luís Omar e o empresário Mauro Diniz Souza (filho de Izomar Souza) são candidatos a presidente e vice, respectivamente, à eleição bicolor no dia 19 de novembro, das 17 às 22h, na sede bicolor.
Já há nomes para o conselho fiscal. Ricardo Rezende é o candidato à Assembleia Geral da PRA CIMA PAPÃO!
É o que há!

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MEMORIAL

Pelé e seus parceiros de "Quilombola" na sede bicolor

Há uma insatisfação silenciosa entre ex-jogadores do Paysandu.
A estátua que estão articulando para “Quarentinha”, na Curuzu, não é do agrado da grande maioria de quem vestiu a camisa bicolor.
Alguns ruminantes oportunistas, com intuito de aparecer à comunidade bicolor, engendram uma estátua do ex-atleta bicolor, “Quarentinha”, que foi, à sua época, excelente jogador de futebol, segundo depoimentos de quem viu atuando pelo time do Papão.
“Quarentinha foi pago pra jogar”, disse ao blog o presidente Wandick.
Em vez de estátua para um jogador, por que não um memorial a todos que ajudaram a fazer a história do clube que deu às maiores glórias para o futebol da Amazônia? E os irmãos Solano? Aldo? Nad? Lupercínio? Chico Spina?…
Um grupo de ex-jogadores, encabeçados por Roberto Estevão Lobato, 70, “Pelé”, pensa em usar um pedaço de parede lateral direita de quem entra na sede bicolor para fazer um memorial a todos os atletas do clube.
“A ideia é essa: que todos nós que vestimos a camisa do Paysandu (ele faz um adendo: eu não joguei sozinho, o Quarentinha não jogou sozinho…) possamos ter um espaço para que os parentes quando passarem por aqui digam: olhe, este é meu parente, jogou no Paysandu. Isso é que é bonito”, revelou “Pelé” ao blog, no domingo, 12, dia do Círio de Nossa Senhora de Nazaré.
“Pelé” e seus seguidores tomarão atitude, formando uma comissão para angariar recursos para a consrtrução do memorial na entrada da sede do Paysandu Sport Club.
Ricardo Costa Rezende, o patrono do “Quilombo”, apoia a ideia do memorial.
O ótimo ser humano Paulo Benedito dos Santos Braga, “Quarentinha”, está sendo usado e deve ter consciência de que outros atletas o ajudaram a ser o atleta que fez história.
Não basta só o talento, tem que haver compartilhamento.
No futebol paraense há algumas pessoas que suas vaidades são maiores que suas próprias inteligências
É o que há!

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CONDE MILIONÁRIO E A CARCERAGEM

Sou um mero cidadão brasileiro, nascido à margem esquerda do Amazonas, sob a linha imaginária do Equador, que nunca viveu ligado a igreja, a partido político, a político. Tive educação espartana: mulher é mulher, homem é homem e não querer nada que é dos outros…”O santo quando ver a esmola muito grande, desconfia”.
Vivo dos atos de falar e escrever. Bem ou mal, falo e escrevo diariamente. E tudo que ganho, hoje, penso no dia de amanhã…E quando o cavalo passa selado na minha frente, monto…
Mas o submundo da ignorância, da petulância, da arrogância de alguns “asmadeus”, que me acusam de venal, porque votei no radialista Jeferson Lima para senador, e que agora, como ele pulou para o barco do Helder Barbalho, fui taxado de “ponteiro”, e não me sai do pensamento as palvras de um bicolor: “Zeca, os Barbalho abriram o torneirão para o Jeferson Lima. E tu pegastes quanto?”
Por ter declarado em quem votei no primeiro turno, em minhas páginas sociais, que tenho sido abordado, como aconteceu nos corredores da justiça, na quarta-feira, 15, quando algumas pessoas me indagaram o quê da decisão do Jeferson Lima. “O que deu na cebeça dele, Zeca?”, indagou João Alberto no TRT. “Não sei, porque não faço parte do grupo de assessores de Jeferson Lima”, respondi.
Conhecem-me porque sou repórter esportivo havia 32 anos nesta terra e que apresento programas na Rádio Marajoara-AM-1130. Sou professor, jornalista, radialista com muita honra. Mas o que me deixa de peito tufado é quando alguém diz: “Você não é o repórter José Maria Trindade?” “É ele, o seu criado”, respondo. Adoro ser repórter!
Ultimamente, tenho pensado muito na profissão de radialista e rememoro uma expressão proferida pelo Miguel Alexandre Pinho, que chegou no Pasyandu no final da década de 80: “carceragem”.
Miguel Pinho, conhecido no mundo do “zoológico” pela alcunha de “Conde Milionário”, chegava na Curuzu com sacolas de dinheiro e mandava Nad e Ademilton fazerem a fila que ele pagava o elenco de profissionais do Paysandu.
Ao final, ele mandava o “Ratão” Alcino, ropeiro do clube, chamar a “carceragem”. Eram os repórteres de rádio que iam receber a “ponta” ou o “chen”.
Eu via isso e ficava inquieto diante de tamanha humilhação. Francamente, não concordava. Foi uma lição, um aprendizado de vida e quanto mais ouvia Miguel Pinho chamar de “carceragem” para confrades, indignava-me…
Certo dia, na Curuzu, indaguei de Miguel Pinho o por quê dele chamar para radialistas de “carcereiro”. “São piores que polícia…Tem que molhar o pé da planta”, respondeu.
Passados 30 e poucos anos, vejo que dois radialistas são alvos de críticas de pessoas que pensam que todo radialista tem caráter duvidoso. É venal. Falo de Helder Barbalho e Jeferson Lima.
No horário da propaganda eleitoral Helder, dentre tantas graduações, apresenta-se como radialista. Jeferson Lima, profissionalmente, é originário do rádio. Não tem outra profissão: é radialista.
Ao longo dos anos tenho resistido às tentações. Não sou honesto, tento ser correto com às pessoas que me cercam, e procuro manter-me conforme meus limites financeiros. Fujo de mesas de cartolas. Sou errado, mas não safado, mas amigo meu não tem defeito e tenho fidelidade canina a quem me prova respeito e amizade.
Disse “não” aos envelopes de Djalma Chaves e Euclides, na FPF; de Geraldo Rabelo, de Miguel Pinho, de político que botei pra correr da porta da Rádio Liberal, de João Galvão e Ferreirinha (Águia de Marabá) em mesa do hotel Sagres, de Raimundo Ribeiro, quando ele foi presidente do Remo; dispensei ofertas de títulos de sócios proprietários de Remo, Paysandu e Tuna Luso Brasileira e por último do presidente do Clube do Remo, Zeca Pirão, em quem votei pra deputado federal.
Quando me ocorre essa situação, lembro da “carceragem” de Miguel Pinho.
Das minhas enésimas e enésimas falhas, não faz parte do meu dia a dia a vaidade de esconder meus erros. Não escondo de ninguém. “Todos que eu conheço são príncipes, só eu sou errado, vil…” Sou assim e morrerei assim! Mas, a carapuça de “carcereiro”, até hoje, não coube à minha cabeça.
Infelizmente, neste racha político pelo poder do Estado, igual ao velho do “Restelo”, observo dois radialistas, no centro das atenções, sem saber quem é o “carcereiro”.
É o que há!

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NOJENTO

Thiago Potiguar, testemunha, conversa com Daniele, advogada de Zé Soares

Saí de uma Vara Cível, na zona sul da cidade, e ao chegar em Vara trabalhista, na zona central de Belém, tomei um susto: ouvi meu nome ser chamado pelo serviço sonorizado do TRT.
“Senhor José Maria Trindade”, era chamado do juiz da 17ª Vara, Carlos Rodrigues Zahlouth Júnior. Não dei bola. Fiz ouvido de marcador e não entrei na sala de audiência onde estavam José Soares da Silva Filho, 32 (reclamante), Daniele Pina de Almeida (advogada de Zé Soares), Vanessa Egla (advogada do Clube do Remo) e Thiago Potiguar (testemunha do colega de profissão).
A minha ausência na sala não me trouxe incômodo
Zé Soares cobra do Remo R$ 1.232.174,17. Não houve acordo; nova audiência acontecerá no dia 1º de dezembro, às 11h.
Como peça da defesa do Clube do Remo, advogada Egla utilizou post publicado neste blog no dia 7 de agosto, ABERRAÇÃO, em que Zé Soares confessa que dos 60 mil reais prometidos como “luvas”, recebeu a metade, 30 mil reais.
Questionei a representante do Remo: “De todos os jornalistas esportivos do Pará o senhor é o que acompanha os fatos de perto e sempre pega os lances muito em cima, a veracidade dos fatos são evidentes no seu blog. São factuais. Então,  na última audiência o senhor entrevistou o Zé Soares e ele confessou que recebeu a metade do valor das luvas e agora ele está cobrando a integralidade no processo, então foi por isso que eu usei matéria do seu blog”, revelou a jovem advogada remista.
E a minha convocação à audiência, doutora? “Eu pedi o seu arrolamento para destacar que eu havia juntado ao processo a  matéria do blog, porque ela precisa ser apreciada pelo juiz, e o juiz me perguntou se o senhor estava na sala de espera, e eu disse que sim, aí ele mandou lhe chamar, mas como o senhor não compareceu, ele indeferiu, mas ressaltou que analisará sua matéria”, disse.
O processo segue para instrução e a advogada de Zé Soares, Daniele Pina, revelou ao blog que Zé Soares foi humilhado no Clube do Remo. “Não cumpriram com os direitos trabalhistas do Zé Soares e a justiça será feita”, revelou.
Thiago Potiguar se apresentou como testemunha de Zé Soares e ao ver José Maria Trindade xingou o repórter, ofendendo com impropérios. “Porra, cara nojento!…”
Daniele confirmou que o Remo pagou ao seu cliente 30 mil reais, mas foi referente ao mês de “dezembro de 2013”.
Se não houver acordo, Thiago Portiguar é o próximo a levar o Remo à justiça. Atacante demonstrava insatisfação com os dirigentes remistas, que não cumpriram com que lhe prometeram.
OPOSIÇÃO BICOLOR
Finalmente, a oposição deu às caras no Paysandu.
De raivinha, como disse Ricardo Rezende, a oposição bicolor da às caras com Luís Omar, que passou cinco anos e oito meses como presidente bicolor e foi só ele, só ele e só ele.
Fonte real informa que o ex-presidente encabeçará chapa. Convidou advogado Alacy Nahum pra ser vice e este não aceitou.
No entanto, a oposição fez proposta a Maia, candidato a presidente, no sentido de composição: a situação abriria a vice presidência à oposição.
Nesta quinta-feira, 16, será dia decisivo para Omar decidir quem será seu vice e inscrever chapa.
É o que há!

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A BIS E A RAMPA

Prresidente remista Pirão e advogados Carlos Kaiath e Henrique Lobato

Executiva Rosalina, da BIS, entre advogados Davi e Mário

Quando reuniram pela primeira vez, em 29 de setembro,   representantes da BIS, CR, advogados dos credores e corregedoria do TRT, a BIS PROMOÇÕES LTDA ofereceu ao Remo 180 mil reais(ano) pelo arrendamento da área do carrossel.
Representando o Clube do Remo, advogado André Cavalcante, contrapropôs R$ 240 mil reais (ano). Não houve acordo.
Terça-feira, 14, às partes voltaram sentar à mesa de negociações.
TRT: juiz-corregedor Marcos Lousada Maia.
CR: Presidente Zeca Pirão e advogado André Cavalcante.
Credores: advogados Henrique Lobato e Carlos Kaiath.
BIS: executiva Rosalina Melo e advogados Mário Tostes e Davi Abrahão.
“No dia 24 voltamos a reunir aqui para definir contrato, mas há interesse do Remo e da BIS em negociar por arrendamento área do carrossel. A BIS faz algumas exigências e nós decidiremos dia 24”, revelou Zeca Pirão.
Do acordo feito pelo Remo de pagar todo dia 17 de cada mês 120 mil reais aos processos sentenciados por Varas do TRT, ao ser questionado pelo advogado Carlos Kaith “quando quitar”, presidente Pirão foi realista: “Remo não tem dinheiro!”
A BIS deseja arrendar área, mas quer livre de rampa e da dona Nazaré que mora havia 32 anos num barraco construído num naco de terra (vértice do ângulo da Almirante Barros com Antônio Baena, lado interno), levada por João Bosco Moisés, ex-dono do carrossel, casa de espetáculo construída no início da década de 80.
24, às 11h, nova rodada de negociações na sala de reunião da corregdoria do Tribunal Regional do Trabalho ao comndo do juiz-corregedor, Marcos Lousada Maia, que tem comandado às negociações.
Parênteses: na 17ª Vara o zagueiro Rogélio, que cobrava R$ 711.457,00, aceitou R$ 120 mil reais em 12 parcelas de R$ 10 mil.
É o que há!

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THAU, THAU, BY, BY…

Rezende diz que tentaram fazer oposição de "raivinha"

Desde que ele não aceitou dialogar com o empresário Edivaldo Meireles, que tentava articular oposição a “Novos Rumos”, que o blog insistia em conversar com Ricardo Costa Rezende, ex-presidente e grande benemérito bicolor. “Deixa pra lá”, dizia.
Ricardo Rezende, que foi presidente bicolor no final da década de 90, em momento difícil do clube, a primeira atitude foi reunir todos os endinheirados bicolores e esses pagaram jogadores, e o clube pagava funcionários quinzenalmente. Os mais antigos funcionários lembram dele e de Raul Aguilera.
Foi na administração Rezende, que em 1998, Jobson vestiu a camisa do Remo no início da noite e na manhã do outro dia estava na Curuzu, como o próprio jogador revelou que isso aconteceu a mando do presidente do Atlético Paraná, Mário Celso Petraglia, que tinha projeto na SUDAM, e à época Artur Tourinho era o superintendente da autarquia.
Antes de deixar o clube, Rezende premiou cada um dos endinheirados com uma medalha (símbolo do Paysandu) de ouro. “Ser Paysandu é uma glória para mim. O clube unido é difícil de ser vencido”.
Para Rezende o que precisa mudar no Paysandu são as vaidades. “As vaidades humanas, as ciumeiras de homens têm que acabar. Essa diretoria não teve oposição. Ela está dando com os burros n’água por ela própria. Eu estou torcendo para que o Paysandu chegue à segunda divisão. Que eles entreguem o Paysandu na divisão que eles encontraram o clube”, disse.
O ex-presidente revelou ao blog que Wandick é uma pessoa do bem, que deseja acertar, mas “tem pessoas do lado dele que são vaidosas”, mas que se o presidente fosse candidato à reeleição votaria em Wandick, mas não vota em Maia.
E Rezende alfinetou: “Se querem fazer oposição, que façam com base. Não adianta fazer oposição com raivinha. Penso que tem que colocar pessoas que tenham condições de administrar o clube da melhor forma possível. Os que se apresentaram não têm efeito nenhum. Quantas pessoas vieram para as reuniões? Faltou credibilidade ao movimento,” disse.
Está decidido em não votar no Maia, mas não deseja o mal dele e que o futuro presidente mude a feição do clube. “Vou cuidar da minha saúde e somente torcer pelo Paysandu”, concluiu.
Depois desse papo com o blog, Rezende recebe em sua mesa o candidato Alberto Maia, que o cumprimentou e a reciprocidade foi urbana, mas fria. Depois, cada um pro seu canto.
Odontólogo Sérgio Chermont afirmava que haverá encontro dos dois antes da eleição. Se acontecer, “thau, thau, by, by” oposição bicolor.
É o que há!

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IMPRESSÕES DO PALPITEIRO

Diferente dos "camelôs da fé", pastor Zildomar comanda caridade aos romeiros de Nazaré

“Deus não veio para as instituições. Jesus Cristo não veio para as instituições, tanto que ele criticou muito às instituições e seus líderes que conduziam o povo a caminhos errados. Deus veio para às pessoas, Trindade. Deus é amor…”
Saí de casa na madrugada de domingo para ir à Rádio Marajoara. Cheguei a tempo de posicionar meu carro no estacionamento da “Yaiá” e, após um “moquinha” na emissora, me dirigi à Praça da República e depois à Avenida Nazaré com a intenção de ver para poder contar a ação ecumênica do pastor assembleiano Zildomar Campelo, autor do primeiro parágrafo deste contexto.
Tomei suco e vi que até sopa de mocotó os pentecostais da Assembleia de Deus, da Doutor Moraes com Nazaré, distribuem aos romeiros de Nazaré. Água, na porta da igreja, e no interior do templo havia farta mesa: café, leite, frutas, pães, presunto, queijo, requeijão, manteiga e o sorriso e a urbanidade de quem atende. É impactante o gesto!
Parabéns ao pastor Zildomar pelo exemplo de estender às mãos aos Romeiros de Nazaré. Mas, cá prá nós, os homens são os criadores de instituições religiosas e a quantidade de “deuses” que há no mundo. Tudo saiu da mente humana. Daí eu acreditar que religião não nos deixa pensar. Tudo é a fé. “Fé é aquilo que a gente sabe que não é, mas crê firmemente que possa ser”. “Anda com fé eu vou, a fé não precisa faiá…” É verdade Gilberto Gil.
Todavia, o pastor Zildomar age diferente daqueles que usam a palavra “pastor” para fundar “currais” eleitorais nas periferias das grandes cidades. Estes são uma das pragas deste país. A justiça eleitoral brasileira deveria vigiar às ações desses “camelôs da fé”.
Sede do Paysandu: conversei com Ricardo Costa Rezende, que disse sem rodeio que “tem gente que tenta se aproveitar do clube” e ratificou que a oposição não tem “representatividade” para encarar a Novos Rumos. “Meia dúzia de aproveitadores”.
O paraense Walmir Oliveira da Costa, ministro do Tribunal Superior do Trabalho, estava na sede bicolor e viu a Santinha passar, e eu perguntei a ele o que pedira à padroeira dos paraenses: “Que ela ajude o Paysandu a ser campeão da Copa Verde e campeão da terceira divisão. Sou Paysandu; é uma honra estar aqui na sede do meu clube”.
Roberto Estevão Lobato, “Pelé”, 70, insatisfeito com a construção de uma estátua para o “Quarentinha”, na Curuzu, ideia imbecil de alguns aproveitadores, reúne no final do “hall” da sede alguns ex-jogadores do Paysandu (“Quilombolas”, como são chamados), revelou que um memorial está sendo engendrado em um canto da parede da sede bicolor, na entrada, à direita.
“Eu não joguei sozinho. Ninguém jogou sozinho. O “Quarentinha” não jogou sozinho, então é preciso que todos se unam para fazer homenagem a quem deu suor (e dinheiro) ao Paysandu. Nós vamos tomar atitude para fazer um memorial aos jogadores do Paysandu naquele espaço em branco na parede à direita de quem sobe a rampa da sede”, concluiu “Pelé”.
O futuro presidente bicolor, advogado Alberto Maia, revelou ao blog que Roger Aguilera será o “cap” no futebol; advogado Alexandre Pires será o diretor jurídico; Leonardo Maia o comandante da Curuzu; Jôse será remanejada para uma outra função na administração Maia. Não permanecerá à frente do departamento de segurança do clube.
Sede do Remo:  houve quem tentasse a composição das chapas Pirão-Minowa. Sem futuro. Pedro Minowa está decidido a concorrer a eleição azulina do dia 8 de novembro, ao lado do médico Henrique Custódio.
E se vencer, o empresário Albani Pontes será o diretor de futebol.
Presidente Zeca Pirão convidou Antônio Carlos Teixeira, “Tonhão”, para ser o diretor de futebol do Remo em 2015. Por ser advogado da CGU (Controladoria Geral da União), “Tonhão” agradeceu o convite e descartou possibilidade.
Para o bem e o fortalecimento do Clube do Remo (se as vaídades pessoais não tivessem acima da instituição), “o Remo deveria se unir”, como revelou o empresário Albani Pontes. É difícil porque há mágoas.
E no domingo, dia 19 de outubro, na Rádio Marajoara-AM, no programa SHOW DE BOLA, das 12 às 15h, encontro entre os  concorrentes à presidência e vice do Clube do Remo.
Zeca Pirão-“Magnata”, pela situação, e Minowa-Henrique Custódio representando REMO RUMO À MODERNIDADE.
É o que há!

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